OS 10 PRINCIPAIS CASOS DE CRIANÇAS SELVAGENS

O que há nas crianças selvagens que tanto nos fascina quanto nos horroriza? Por um lado, pensamos no Tarzan fictício da selva vivendo no alto da copa da floresta, balançando graciosamente nas trepadeiras de árvore em árvore. Ele é feliz vivendo isolado com os animais. Quando Tarzan está com problemas, ele chama os elefantes, “aahuaaa uaaa uaaaaaaaa”, e eles vêm correndo.

mas também existem as crianças selvagens da vida real que povoam a história. Em muitos casos, eles levantam questões que os profissionais não podem responder. Tipo, como eles acabaram vivendo com lobos? Como eles sobreviveram? E o mais importante, como qualquer pai poderia abandonar ou até mesmo perder seu filho para a vida ao ar livre? No artigo de hoje, vou te mostrar os 10 principais casos de crianças selvagens. Você está Em Marte, o seu site de curiosidades!


📌 10º caso - A garota selvagem de Champanhe:



A criança selvagem Marie-Angélique Memmie Le Blanc teria nascido em Wisconsin em 1712. De acordo com Le Blanc, quando ela tinha cerca de sete anos, ela foi pintada de preto e vendida como escrava. Ela estava viajando com uma canadense para a França quando o navio afundou, mas Le Blanc e outra garota conseguiram chegar à costa e começaram a viver em uma floresta francesa em busca de raízes, matando pequenos animais e comendo sua carne crua.

Eventualmente, as duas meninas se separaram. Um dia, os aldeões viram Le Blanc roubando maçãs e instigaram um buldogue contra ela. Le Blanc matou o cachorro com um golpe e subiu correndo em uma árvore, escapando da captura ao se balançar de galho em galho como Tarzan, desaparecendo de volta na floresta. Um nobre ordenou que ela fosse capturada. Quando ela finalmente foi pega, ela emitiu sons perturbadores de animais.


📌 9º caso - Peter: o menino selvagem de Hanover:



A história de Peter é outra das primeiras ocorrências registradas de uma criança selvagem. Em 1725, Peter foi encontrado vivendo, alguns diriam existindo, em uma floresta alemã. Ele caminhava de quatro como um cachorro ou lobo e procurava plantas para comer. Quando ele foi capturado, ele foi entregue a um conde local para proteção. Peter não conseguia falar, mas emitia sons descritos pelos habitantes locais como parecidos com um orangotango. Sem dúvida, ele era visto como uma fascinação selvagem, não muito diferente de um animal em um zoológico.

Por fim, Pedro foi despachado para a Inglaterra e colocado sob a proteção do Rei George I. Os cortesãos, por um tempo, ficaram fascinados por essa alma menos domesticada. Quando eles se cansaram dele, ele foi enviado para viver com uma família de fazendeiros, onde Peter alegremente passava seus dias carregando repetidamente uma carroça com esterco de animal e depois jogando-a fora. Peter amava a natureza do outono e costumava se aventurar na floresta em busca de bolotas para comer.

Às vezes, Peter viajava muito durante suas excursões de outono e não sabia como voltar para casa. O gentil fazendeiro que cuidou dele mandou fazer para Peter uma coleira de metal que se prendeu em seu pescoço. A parte externa da banda de metal estava gravada com o nome de Peter, endereço e uma mensagem dizendo se você encontrar Peter, por favor, devolva-o a este endereço e você será pago por seu trabalho. Pedro morreu em fevereiro de 1785; até hoje, flores são deixadas no túmulo de seu cemitério.


📌 8º caso - Criança selvagem criada por orangotangos:



A próxima história de uma criança selvagem se desenrolou no século 21 na ilha de Bornéu, limitada a noroeste pelo Mar da China Meridional e pelo Mar de Sulu a nordeste. Nas selvas de Bornéu, um menino foi avistado pelos habitantes locais que viviam na selva. Depois de dois anos de tentativas fracassadas, as autoridades conseguiram capturar o menino em 2014. Os médicos calcularam que sua idade estava entre quatro e sete anos.

Surpreendentemente, ele estava vivendo com um congresso de orangotangos ferozes que se opuseram ao menino que estava sendo tirado deles. Quatro das criaturas tiveram que ser subjugadas com dardos tranquilizantes antes que os oficiais pudessem agarrar a criança. Inicialmente, o menino estava nervoso, mas os médicos acabaram conquistando sua confiança. Eles o examinaram e descobriram que a criança estava com uma saúde surpreendentemente boa, apesar de viver e comer selvagem. No momento de sua captura, o menino não apresentava sinais de socialização humana. Com a ajuda dos serviços sociais, esta criança selvagem começou a tarefa rigorosa de aprender a viver e agir como uma criança “normal”.





📌 7º caso - Ng Chhaidy:



Em 1974, Ng Chhaidy e seu primo, também de quatro anos, desapareceram na selva fora de sua pequena aldeia na Índia Oriental, na fronteira com Mianmar. Uma forte tempestade lavou todos os rastros de sua viagem. Cinco dias depois, o primo de Ng foi encontrado, mas não havia sinais de Ng. Ng acabou sendo dado como morto, e a família e a aldeia mudaram-se o melhor que puderam. No entanto, durante décadas, as pessoas falaram sobre ter vislumbres de uma mulher vivendo na selva. Em 2012, aos 42 anos, Ng Chhaidy foi encontrado vivendo nu em um cemitério em Mianmar. Ela foi acolhida por uma mulher que acabou cruzando o caminho do pai de Ng três anos depois e viu uma semelhança de família entre os dois. Com base na marca de nascença de Ng em seu rosto e no fato de ser canhota, Ng se reuniu com seu pai e sua mãe, que acreditavam que sua filha estava morta há décadas.


📌 6º caso - O menino pássaro:



Esta criança selvagem chamada Prava foi descoberta aos sete anos, morando com sua mãe em um pequeno apartamento de dois quartos na Rússia. Na época, com trinta e poucos anos, a mãe mantinha um cômodo cheio de gaiolas com dezenas de pássaros que possuía. Infelizmente, ela manteve o filho na mesma sala que os pássaros e nunca falou com ele. Quando Prava foi encontrado, ele não conseguia falar; em vez disso, ele gorjeou como um pássaro. Depois de ser resgatado, se Prava ficasse frustrado, ele agitava os braços e as mãos como um pássaro.


📌 5º caso - Oxana Malaya:



Um dos casos mais bem documentados de uma criança selvagem é o de uma menina ucraniana de oito anos descoberta em 1991 na vila agrícola de Nova Blagovishchenka. Oxana Malaya nasceu em 1983, mas foi negligenciada por pais alcoólatras. Como resultado, Oxana viveu e cresceu entre cães. Quando ela foi descoberta, ela vivia em um canil com cães. Estima-se que ela vive com os cães desde os dois anos. Uma noite, quando Oxana foi deixada do lado de fora por seus pais, ela buscou calor e rastejou para o canil próximo e se enrolou com os cães. O conforto que os cães ofereciam sem dúvida transmitia à criança que aqui, finalmente, era um lugar seguro.

Quando as autoridades foram alertadas e procuraram Oxana, seu comportamento geral era extremamente semelhante ao de um cão. Ela caminhava com as mãos e os pés, mostrava os dentes e latia se alguém se aproximasse demais. Ela sabia apenas duas palavras, “sim” e “não”, mas não tinha as habilidades humanas básicas como tomar banho. Em vez disso, ela se arrumou como os cães fazem. Oxana foi colocada em um orfanato para crianças com problemas de desenvolvimento. Demorou anos de terapia especial e escolaridade para desfazer os danos. Com o tempo, Oxana aprendeu a falar. Hoje ela ordenha vacas para viver. Os médicos acreditam que Oxana nunca superará totalmente sua deficiência intelectual.

Durante uma entrevista de 2013 em um programa de televisão ucraniano, ela afirmou que não gostava de ser chamada de "menina-cachorro". Ela só quer ser tratada como uma pessoa normal. As esperanças e sonhos de Oxana envolvem ver seus irmãos com mais frequência e encontrar sua mãe um dia.


📌 4º caso - O menino galinha:



Em muitos casos, as autoridades não sabem como as crianças se tornam selvagens. Mas com Sujit Kumar, era evidente o que aconteceu. Em 1978, na ilha de Fiji, Sujit foi encontrado vivendo em um galinheiro. Seus pais o baniram para a gaiola devido a problemas de comportamento. Quando sua mãe cometeu suicídio, o avô de Sujit assumiu o cuidado do menino, mas ainda o fez morar no galinheiro. Aos oito anos, Sujit foi descoberto um dia no meio da estrada batendo as asas e cacarejando como uma galinha. Depois de ser resgatado, descobriu-se que seus dedos estavam voltados para dentro. Durante a hora da alimentação, ele bicava a comida como uma galinha, agachava-se em sua cadeira como uma galinha empoleirada e se comunicava fazendo um barulho de estalo com a língua.


📌 3º caso - Amala e Kamala:



Em 1926, o reverendo Singh, que dirigia um orfanato, publicou um relato sobre ter recebido duas meninas resgatadas de lobos em Midnapore, Índia. Singh relatou que as meninas agiam como lobos. Eles se recusavam a ser vestidos, arranhados e mordidos se alguém se aproximasse demais. Nenhum deles gostava de comida cozida, preferindo carne crua comida em uma tigela colocada no chão diante deles. Eles andavam apoiados nas mãos e nos joelhos, que estavam cheios de calosidades. As meninas preferiam a noite à luz do dia e pareciam ter olfato e audição aguçados. Eles exibiam medo, mas, fora isso, não exibiam emoções humanas. Eles não falavam, mas à noite uivavam para sua matilha. Supostamente, Amala e Kamala foram abandonadas por suas famílias e passaram a ser geradas por uma loba. Eles foram descritos como tendo testas recuadas e mandíbulas inferiores salientes, não muito diferentes do lobo que os criou. É importante destacar que, ao longo dos anos, a autenticidade dessa história foi questionada. Amala morreu em setembro de 1921 e Kamala morreu em novembro de 1929.


📌 2º caso - Cachorro chileno:



Aos cinco anos, um menino não identificado do sul do Chile foi expulso de sua casa por seus pais abusivos. Ele acabou sendo colocado em um orfanato, mas dois anos depois escapou e começou a viver uma vida selvagem nas ruas de Talcahuano com uma matilha de quinze cães vadios. Eles procuravam comida nas ruas, mas todos viviam em uma caverna nos arredores da cidade.

Em 2001, quando as autoridades foram alertadas sobre a sobrevivência do menino, eles o cercaram. Para evitar ser capturado, ele pulou nas águas frias do Oceano Pacífico, mas foi resgatado por um policial que mergulhou atrás dele. Ele estava imundo, vestido com trapos sujos e seu cabelo estava emaranhado. Depois de um dia de recuperação no hospital, os profissionais levaram o menino para o lar de outra criança. Ele mostrou sinais de depressão junto com sinais de agressão. Embora ele não estivesse falando muito, ele poderia falar palavras inteligíveis se quisesse.


📌 1º caso - A gazela síria:



Este menino selvagem sem nome foi relatado como perdido aos sete anos de idade. Ele viveu em uma província do norte do Deserto do Saara com uma manada de gazelas na década de 1940. Um antropólogo que viajava pela região conseguiu entrar em contato com o menino que estava sobrevivendo de gramíneas e raízes. O menino foi descrito como exibindo maneirismos de gazelas. Ele contraiu os músculos, orelhas, nariz e couro cabeludo. Ele farejou o ar em busca de perigo e, mesmo dormindo, estava em alerta máximo, acordando rapidamente com um som.

A primeira tentativa de capturá-lo foi por dois homens em um jipe, mas o menino fugiu. Eles cronometraram sua velocidade sobre-humana entre 50 e 55 mph e mediram seus saltos no ar até a altura de quatro metros. O menino foi capturado com sucesso aos quinze anos. No cativeiro, ele comeu e chorou como uma gazela. Ele finalmente escapou para a liberdade e ninguém sabe o que aconteceu com ele.

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