OS 10 ESTUDOS PSICOLÓGICOS MAIS ESTRANHOS

A imagem tradicional de um estudo psicológico envolve um sujeito barbudo observando e agitando manchas de tinta para alguém deitado em um sofá ou refletindo sobre o movimento de ratos em um labirinto. Olhe mais profundamente e você poderá encontrar os experimentos muito mais sinistros de Milgram ou da Prisão de Stanford, mas a psicologia pode ser muito mais estranha do que isso. No artigo de hoje, vou te mostrar os 10 estudos psicológicos mais estranhos. Você está Em Marte, o seu site de curiosidades!


📌 10º estudo - Brain hacking:



Praticamente todos os sites e bancos dizem aos clientes para não anotar suas senhas, em vez disso, recomendam que você as mantenha trancadas na segurança de sua cabeça. Infelizmente, isso pode ser menos seguro do que você imagina. Usando uma tampa de EEG (eletroencefalograma), os pesquisadores foram capazes de detectar uma resposta P300 - um grande pico de atividade cerebral que ocorre quando reconhecemos algo. Parece inofensivo até que você considere o fato de que reconheceria seu número de telefone, número de cartão de crédito, endereço, senhas ... todos os tipos de informações pessoais.

Ao comparar esses picos na atividade cerebral com o que você está vendo atualmente, um indivíduo sem escrúpulos poderia extrapolar muitos dos detalhes de segurança que você gostaria de manter ocultos. Para piorar as coisas, outros pesquisadores criaram um protótipo de célula de combustível de glicose que poderia ficar (e se alimentar) de seu líquido cefalorraquidiano, potencialmente alimentando um pequeno computador ou sensor. Implantar alguém com um sensor P300 e célula de combustível pode permitir que você roube dados pessoais sem que a vítima saiba que está sendo observada.


📌 9º estudo - Controle da mente animal:



Pesquisadores de Harvard desenvolveram uma interface cérebro a cérebro que usa um EEG para ler ondas cerebrais específicas de um ser humano sempre que ele observa um padrão. Essas ondas cerebrais podem ser transmitidas a um rato por meio de ultrassom focalizado. Ao apontar o ultrassom para uma parte específica do cérebro do rato, o humano pode forçar a cauda do rato a se contorcer. Não é tão impressionante quanto o “controle da mente” vai, mas demonstra o potencial da tecnologia. Fala-se até em realizar o procedimento ao contrário, embora não pareça atraente ser pilotado por um rato. Um procedimento mais invasivo foi testado em tubarões, permitindo que o cação, uma espécie de pequeno tubarão, seja pilotado pela manipulação de seus sentido de olfato.

Como os tubarões usam o cheiro para encontrar comida e companheiros, a ativação da parte do cérebro responsável por detectar o cheiro pode pilotar o tubarão, fazendo com que ele busque a fonte do cheiro. Montar uma câmera em um tubarão controlado remotamente pode permitir que ele atue como um drone biológico, ótimo para espionagem naval.


📌 8º estudo - Assassino remoto:



O advento da guerra de drones levantou questões sobre a ética dos ataques de mísseis por controle remoto - e os efeitos na psicologia de um operador. Pesquisadores da California State University, Northridge, observaram a disposição das pessoas em (supostamente) matar joaninhas com uma máquina de controle remoto. Os participantes foram informados de que o dispositivo ajudaria a produzir corantes ou amostras biológicas e foram solicitados a operá-lo. A máquina era uma esteira transportadora que alimentava caixas de “joaninhas” em um moedor.

Em uma condição, os participantes se sentavam na mesma sala que a máquina, enquanto em outra, eles a operavam remotamente por meio de uma chamada do Skype. Os participantes que acreditavam estar operando a máquina a uma distância maior estavam dispostos a "matar" mais criaturas inofensivas e relatou menos emoções negativas - culpa, por exemplo - após o experimento. Só para esclarecer, a máquina não matou nenhum inseto. Mas eles ganharam algum insight sobre a conexão de um ser humano com um dilema moral baseado na distância do sujeito.


📌 7º estudo - Cérebro dividido:



Um tratamento particularmente extremo para a epilepsia é cortar o corpo caloso ou a ponte entre os hemisférios esquerdo e direito do cérebro. O psicólogo Roger Sperry conduziu uma série de experimentos em onze indivíduos que haviam se submetido ao procedimento. Os cérebros humanos são interligados, com objetos vistos em nosso campo de visão direito ou mantidos em nossa mão direita processados pelo hemisfério esquerdo do cérebro. Sperry montou um taquistoscópio (como uma moldura de madeira com um “ponto focal” suspenso no meio) para que seus participantes fiquem olhando.

Ele então apresentava objetos ou símbolos incomuns para o campo visual esquerdo ou direito. Ele então mostraria o objeto novamente, no mesmo ou no outro campo visual. Os participantes só reconheceriam objetos se eles aparecessem em seu campo visual original. Um segundo experimento obscureceu totalmente a visão, contando com as mãos dos participantes para explorar um objeto. Ele descobriu que os participantes podiam descrever objetos segurados na mão direita (e, portanto, processados pelo cérebro esquerdo) usando a fala ou a escrita. Os mesmos objetos segurados com a mão esquerda resultavam apenas em suposições ou negação de que estavam segurando alguma coisa.


📌 6º estudo - Narcolepsia animal:



A narcolepsia é um distúrbio caracterizado por sonolência e o início súbito de atonia muscular - a paralisia dos músculos esqueléticos que ocorre durante o sono REM - quando em estado emocional. Na verdade, um indivíduo que sofre do distúrbio pode cair no chão e ficar incapaz de se mover, simplesmente por encontrar alguém de quem gosta.

O que é menos conhecido é que o distúrbio ocorre também em animais - a Universidade de Stanford até coletou uma colônia de cães narcolépticos para estudar, com as pobres criaturas entrando em colapso assim que se encontraram ou foram presenteadas com uma guloseima. Apesar de parecer que eram apenas pesquisadores tentando fazer vídeos engraçados para o YouTube, a colônia de cães serviu a um propósito - não apenas foram úteis para modelar o transtorno, mas também ajudaram a explicar e demonstrar a narcolepsia para jovens doentes.


📌 5º estudo - Falsa testemunha:



Os psicólogos Elizabeth Loftus e John Palmer estavam interessados na confiabilidade da memória humana. Seu estudo foi baseado na teoria do esquema de Bartlett, que afirma que o conhecimento prévio de uma pessoa pode afetar sua memória. Para apoiar a ideia, eles mostraram às pessoas filmes de acidentes de trânsito e depois perguntaram a que velocidade achavam que os carros estavam indo. Eles mudaram o verbo usado na pergunta entre cada pessoa para ver o que aconteceria. Por exemplo, eles perguntaram: "Quando o carro 'bateu' " vs. "Quando o carro 'entrou em contato'".

Os resultados mostraram que as estimativas de velocidade foram afetadas pelo verbo utilizado. Verbos mais dramáticos levam a velocidades estimadas mais altas. Um segundo experimento envolveu mostrar a 150 pessoas um curta-metragem de outro acidente de trânsito, seguido por uma das seguintes condições de pergunta: 1. Qual a velocidade dos carros quando se chocam? 2. Quão rápido os carros estavam indo quando eles se espatifaram? 3. Nenhuma pergunta feita.


📌 4º estudo - LSD:



Psicólogos apoiados pela Fundação Beckley dosaram LSD a 20 participantes em um dia e um placebo - algo inativo como sal de mesa - em outro para um ponto de comparação. Varreduras foram feitas da atividade cerebral de cada participante para ver os efeitos do LSD no cérebro. Acontece que a fala estereotipada “abra sua mente” pode ter alguma base na realidade. Os resultados indicaram que o LSD parecia aumentar a "conexão" do cérebro, com seções normalmente separadas influenciando umas às outras. O córtex visual, em particular, parecia estar sobrecarregado, talvez explicando algumas das alucinações experimentadas pelos usuários de LSD.


📌 3º estudo - Macaco adotivo:



O psicólogo Harry Harlow queria investigar os efeitos do isolamento social em macacos. Ele ofereceu aos jovens macacos rhesus (separados de seus parentes no nascimento) uma escolha de mães substitutas - uma feita de malha de metal presa a uma garrafa de leite e outra feita de um pano macio e quente. Ele descobriu que os jovens macacos passavam mais tempo com a mãe de pano, apesar da falta de leite.

Na verdade, um macaco só iria para a mãe de arame quando com fome. Em outros experimentos, ele descobriu que os macacos bebês cresceriam socialmente atrofiados se fossem presos ao substituto do arame em vez de terem algo em que pudessem se agarrar para se sentirem confortáveis. Desnecessário dizer que este (junto com seu outro trabalho) é considerado um estudo muito suspeito do ponto de vista ético.


📌 2º estudo - Privação de sono:



Tem havido um grande número de estudos de psicólogos que analisam a privação de sono. Uma revisão descobriu que a privação de sono tem um efeito negativo severo na memória de trabalho e na atenção. Parece também que os mais jovens lidam com a privação de sono com menos facilidade. Costuma-se dizer que a privação de sono pode matar você, mas acontece que os humanos têm uma medida de segurança embutida chamada de "microssono".

Estes consistem em alguns segundos de sono (normalmente, quem dorme nem percebe que ocorreu) e podem nos ajudar a evitar alguns dos danos causados pela privação. Outros animais não têm tanta sorte - vários experimentos descobriram que cães e cachorros desenvolvem lesões no cérebro e morrem em questão de semanas de vigília forçada.


📌 1º estudo - Viciados em primatas:



Este estudo bizarro na década de 2000 envolveu colocar um macaco em uma situação estressante e ver se ele escolheria comida ou cocaína. Os sujeitos foram colocados em uma gaiola cercada por gaiolas de macacos desconhecidos. Isso significava que eles estavam fisicamente seguros, mas cercados pela agressão enquanto os macacos ao redor tentavam estabelecer o domínio.

O macaco poderia então escolher entre duas alavancas, uma das quais eles sabiam por experiência que distribuiria comida, a outra cocaína. Macacos menos dominantes em seu próprio grupo social tinham maior probabilidade de escolher cocaína do que normalmente. Enquanto isso, os animais mais dominantes não pareciam tão estressados e costumavam escolher comida.

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